Presidente da DFB irá a julgamento após associação ao nazismo

O presidente da DFB, Fritz Keller tornou-se alvo de investigações após associação ao nazismo em declaração ao vice-presidente da associação - Créditos:Keystone

O atual presidente da DFB (Deutscher Fußball-Bund), órgão dirigente do futebol alemão, Fritz Keller se tornou alvo de investigações após associação ao nazismo em declaração ao vice-presidente da associação e juiz civil Rainer Koch.

O caso

Na declaração no mês passado, Keller se referiu a Koch como “Freisler”, uma referência ao juiz Roland Freisler, integrante da conferência nazista de Wannsee de 1942. Roland na época foi um dos idealizadores a pratica de extermínio dos judeus no período nazista.

Em comunicado, membros da federação repudiaram a declaração de Koch, “A comissão de ética debateu o ‘comentário Freisler’ (e)… ofereceu o resultado de seu debate para o tribunal esportivo tomar uma decisão”, completa o comunicado.

Fritz Keller se desculpou mas anunciou que não irá renunciar ao cargo, mesmo que cercado por pressões internas. Aliás muitos membros da DFB comentaram que perderam confiança em Keller. 

Em conferencia entre os associados 26 integrantes pediam a saída de Keller, outros 9 votaram contra e 2 abstiveram o voto. 

Nesta segunda-feira (3), a comissão de ética da DFB encaminhou a questão ao tribunal esportivo, uma decisão que enfraqueceu a posição do mandatário. 

Já na terça-feira (4), o comitê de ética da DFB apresentou o resultado a quadra esportiva, e agora aguarda julgamento esperado para acontecer no final deste mês.

Além da alegação ao nazismo, Keller enfrentou problemas de evasão fiscal dentro da associação juntamente ao secretário-geral Friedrich Curtius, tendo a sede da federação alvo de buscas pelas autoridades.

Keller é presidente da DFB desde setembro de 2019, quando deixou o cargo de dez anos como presidente do Freiburg-ALE. 

Em caso de saída de Keller, o próprio Rainer Koch assumiria a direção da federação.

Outras acusações envolvendo Keller

Em março de 2020, o jornal alemão Süddeutsche Zeitung acusou Keller de “quebrar palavras em vez de sair fora” por causa de seu desejo de ingressar no Conselho da FIFA. Quando foi eleito presidente da DFB, Keller havia declarado seis meses antes que não iria concorrer a um assento nos órgãos dirigentes da FIFA e da UEFA . 

O SZ também classificou suas contribuições em temas como fãs, racismo e mulheres como “amplamente desprovidas de substância”

Jornal Süddeutsche Zeitung - Créditos: Reprodução

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